Já dançou com o capiroto hoje?

Oieee! Eu sou o Zé e venho admitir por meio deste post que, talvez (e somente talvez) já esteja chato me acompanhar por aqui, principalmente fazendo críticas de álbuns de cantores ou bandas que acompanho.

Hoje decidi ouvir o novo álbum de Demi Lovato: Dancing with the Devil… The Art of Starting Over. Sei que está meio tarde, mas entre doutorado, podcast e vida de escritor, quase não tenho mais tempo de fazer análises profundas de algo, maaaaaaaas…. gostaria de garantir que é a primeira vez que ouço o álbum. Então estamos fazendo uma espécie de react escrito. hahahahahaha. Segue aqui esse bissexual pitchfork (que eu amo chamar de BItchfork)!

Capa do álbum “Dancing with the Devil… The Art of Starting Over”

Mas, antes mesmo de começar com a minha análise, já quero lembrar que esse álbum é o famoso comeback de Demi Lovato que ficou em hiato por quatro anos devido à overdose. Além disso, Demi já vinha produzindo coisas mais íntimas (como Sober e Anyone) em suas canções e todas essas questões certamente influenciaram num maior cuidado com este álbum que tem 19 -fucking- faixas que narram a overdose, a recuperação e as relações que construiu com os anos. Então, sem mais delongas, vamos lá!

Anyone é a primeira faixa do álbum. Embora seja uma canção já conhecida, ela reflete um sentimento poderosíssimo de Demi Lovato: um grito de socorro. Anyone é coberta por uma melancolia fortíssima e é apresentada numa balada envolvente.

A segunda faixa vem com a primeira carga do título do álbum. Dancing With The Devil é o maior ponto alto do álbum por carregar toda a identidade de Demi nos seus vocais (e referências de uma sempre fã de Christina Aguilera). Dancing with the devil fala da overdose, da luta contra o vício e sobre quase morrer. É um relato que usa a potência da voz e um piano que nos traz uma carga emocional enorme.

Esse primeiro trecho de relatos sobre um momento específico da vida de Demi é encerrado por ICU (Madison’s Lullabye), uma balada que é finalizada com uma fala de Madison (irmã de Demi). Essa canção faz referência à recuperação de Demi a partir do dia que ela acordou da overdose e não conseguia enxergar a irmã. A sequência das faixas ajudam a entender os fatos ocorridos na linha do tempo e como Demi lidou com o processo, assim como apresenta uma artista que elevou o nível das composições.

Demi Lovato Grammys 2020 "Anyone" performance, GIF | Demi lovato, Lovato,  Demi

A faixa Intro traz um rápido resumo da primeira parte para criar uma transição incrível (alô Lady Gaga) entre “Dancing With The Devil” e “The Art Of Starting Over” que apresenta uma virada sonora, fresca e renovada. E é por isso que separamos o álbum em uma segunda parte porque foi ela quem pediu! Hahahahahahahaha

Sonrie sonrisa sorriso GIF on GIFER - by Shaktizuru

Então, vamos à quinta faixa deste álbum!!! The Art of Starting Over chega com uma das melhores produções, com teclado e bateria marcantes, percebemos uma referência muito boa de R&B. O clima dessa música é muito agradável e a letra fala sobre deixar a escuridão sair e diz aquele famoso “levanta a cabeça, princesa, senão a coroa cai” como uma forma de ter força para recomeçar.

Na sequência temos Lonely People que continua uma linha de músicas poderosas. Daquelas que ouvimos trancados no quarto ou no retorno pra casa com a cabeça encostada na janela do ônibus enquanto chove.

The Way You Don’t Look at Me fala sobre fragilidade, amor próprio (autoestima) e como estar com alguém que não te vê traz uma roleta de pensamentos negativos em relação a si.

Melon Cake é sobre se libertar. Aqui, especificamente, da antiga equipe dela que mandava um bolo diet/light/lowcarb/fit/e-um-monte-de-gordofobias ao invés de um bolo de verdade (não que os outros não sejam, mas não é isso que alguém come normalmente) nos aniversários dela.

Nessa aqui eu talvez tenha enlouquecido por juntar duas artitas que amo demais!!! Met Him Last Night tem participação de Ariana Grande. E aí, mis amores, vocês vão ter que concordar comigo, que, além de faixas com ótimas transições nos álbuns de vários artistas, os sintetizadores estão sendo utilizados com uma frequência absurda para trazer um som e atmosfera bem retrô. Pra mim, um dos maiores acertos do álbum tanto em parceria, quanto em harmonia.

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What Other People Say é de autoria de Sam Fischer (que, lógico, faz participação no álbum) e já estava pronta há bastante tempo. Inclusive o próprio Sam tinha dito que sempre soube que essa canção estava destinada a um dueto e foi quando Demi cruzou com Sam que aconteceu o interesse por gravar essa música. O prólogo já vem com a frase “Pensei que, quando crescesse, seria igual àqueles que me deram meu sobrenome” que vem carregada de reflexões sobre as nossas escolhas e sobre ser moldado por outras pessoas, encaixando perfeitamente na identidade do álbum.

É em Carefully que percebemos a aposta de Demi no indie-pop, mas não é só aqui, já que The Kind of Lover I Am também tem as mesmas características, com bateria bem marcada e a guitarra de fundo, tirando a tensão do álbum e se apresentando como as faixas mais leves. The Kind of Lover I Am também fala da sexualidade de Demi.

Como esse álbum é bem grande, temos várias participações. Em Easy, Noah Cyrus chega junto com Demi em uma balada poética. Com direito a vozes realçadas com piano, tambores e orquestra, a música pode ser considerada uma das melhores baladas da carreira da Demi.

Em 15 Minutes Demi fala sobre o término com o ex-noivo, marcando as decepções vividas com vocais fortes e uma belíssima entrega.

Demi Lovato explica por que não gosta de ser rotulada como bipolar

My Girlfriends are My Boyfriend é mais uma canção em colaboração. Aqui temos a participação da rapper Saweetie. Mesmo sendo uma faixa com uma batida R&B bem contemporânea, ela é bastante melancólica e fala sobre a importância da companhia das amigas, principalmente depois de um término com toda a carga de coração despedaçado.

California Sober fala sobre o caminho que Demi decidiu traçar e reforça que cada pessoa e jornada é totalmente diferente da outra.

Mad World é uma música icônica da banda Tears for Fears. Milhares de artistas já regravaram, mas com Demi temos uma produção mais teatral e melancólica. Isso faz com que a canção pareça se conectar com todo conceito do álbum.

Butterfly é o prenúncio do fim do álbum. Uma balada de violão super animada que antecede Good Place formando aquele final perfeito com notas suaves e leves. Good Place também nos dá a impressão de que temos um belo resumo de tudo o que foi abordado.

World Of Pictures And Gifs : Demi Lovato Gifs

E se você chegou aqui e quer nota, esse álbum está ótimo, mas tem algumas questões de músicas aqui e ali que poderiam ser descartadas e reaproveitadas em outro momento. Ainda assim, estamos com uma ótima pontuação!!! Nota 8,6 no Zé BItchfork.

E é isso aí!!! Quem gostou, bate palmas! Quem não gostou, bate palmas também porque eu demorei muito fazendo isso. Eu hein!?

E não esqueçam de ouvir o Bisão Voador e nos acompanhar nas redes sociais. Beijinho, beijinho, tchau, tchau!

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