Uma vadia contemplada – Lil Nas X e minhas impressões sobre Montero

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Capa do álbum Montero do cantor Lil Nas X

Olares a todes. Zé mais uma vez neste espaço todo nosso para falar sobre lançamentos musicas PORQUE SIM! E, hoje vamos de Lil Nas X. E eu já quero começar dizendo que estamos numa sequência de lançamentos por três semanas consecutivas contando os álbuns de Kanye West e Drake. Um prato cheio pra galera que ama música e que acabou criando expectativa pelo álbum Montero de Lil Nas X, já que rolaram disputas acirradas nas paradas de sucesso mundiais.

E como qualquer álbum de um artista em ascenção, mesmo antes de “nascer”, Monteiro já causou muita polêmica por conta da campanha de marketing idealizada pelo cantor. Só que, mais que as polêmicas, o álbum é um mix musical que vai além de ser dançante, pois carrega emoções que trazem muitas particularidades de Lil Nas X, além de estar repleto de críticas à indústria da música e para aquele parente, vizinho, amigo ou desconhecido que ama bater no peito pra relativizar homofobia e racismo.

E vamos de falar das faixas (Lembrando que eu fiz uma série de tweets lá no perfil do Bisão Voador, só clicar no link e dar uma olhada nas minhas primeiras impressões sobre o álbum)!

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A faixa de abertura já era conhecida por todes nós. “Montero (Call Me By Your Name)” é uma música super envolvente e que tinha a verdadeira premissa de carregar o álbum nas costas. Inclusive, como é gostoso rebolar no capiroto (ain ain prazer).

Na sequência temos Dead Rigth Now com um trabalho visual belíssimo disponível no YouTube do cantor. Com uma mistura de trap, hip-hop e pop, é muito difícil não entrar nos embalos melódicos e foi muito divertido achar que Ariana Grande poderia ter escrito essa.

Industry Baby é uma das minhas preferidas do álbum e que me conquistou mais ainda durante a apresentação de Lil Nas X e Jack Harlow no VMA. Os versos de rap são meus favoritos e a vontade de quebrar a coluna com todo o peso do meu corpo numa rebolada violenta segue firme e forte. Se ainda não checaram, o clipe também é lindo!

Temos novo single!? TEMOS SIM! Na madrugada de estreia do álbum também ganhamos o presente estético e melódico que é “That’s What I Want“. Até agora, os elementos principais dessa mistura de ritmos que criam o ambiente e a personalidade de Lil Nas X foram super bem exploradas e aplicadas de uma forma super coesa!

É com a vinheta “The Art of Realization” que começamos a sentir uma diferença nas pegadas das próximas músicas e que começamos a perceber que a genialidade de Lil Nas X é enorme.

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A segunda parte do álbum começa com a participação de Doja Cat em “Scoop“, e, me desculpe quem não gostou, mas isso é uma falha de caráter nítida! Aqui a aposta melódica foi incontestavelmente incrível. Mas, tenho que dizer que me senti triste em não ouvir a voz de Elton John em “One Of Me“. Essa participação era uma das minhas maiores expectativas e, embora Lil Nas X tenha entregado ótimos trabalhos vocais, a gente que é cacura sente saudade de ouvir nossas divas do passado. Isso felizmente muda, porque minha tristeza é transformada em uma mistura de alegria e êxtase ouvindo “Lost in Citadel” que já me entregou um grito forte de liberdade (pra não dizer outra coisa, ain ain prazer).

MAS O QUE FALAR DE “DOLLA SIGN SLIME“? Não sei. Até porque como cadelinha de Mamãe Megan Thee Stallion, a gente só consegue aplaudir porque tudo o que ela toca vira ouro (Midas, por que choras?).

Lil Nas X: 5 motivos para virar fã do cantor de "Montero" - Purebreak

A sequência dá a impressão de que temos mais um encerramento no álbum com a virada para “Tales of Dominica“. Confesso que ela me tocou de um jeito inesperado. Fico pensando em como vai ser bom ouvi-la numa bad aleatória pra me afundar em mais tristeza e levantar o rosto plena como Paola Bracho.

Sun goes Down” é aquilo, né? COLDPLAY! Na moral. Não dá pra não dizer que parece que você vai escutar um “The Scientist” ou alguma música aleatória de “Los Hermanos” que nos faça querer chorar três anos seguidos (seja por ser má executada ou por ter uma letra muito boa). Isso marca o álbum que começa a trazer narrativas cada vez mais intimistas. E é exatamente isso que sinto ouvindo “Void“. A letra é tão potente e os trabalhos vocais estão tão incríveis que a primeira coisa que disse foi “TEM QUE TER GOGÓ!” e é sério, cada falsete era uma lágrima de alegria que descia.

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Com tantas viradas inesperadas, “Don’t Want It” chega nos dando a impressão de que estamos de volta à primeira parte do álbum. Pra mim é fácil gostar desse encontro de hip hop, rap e pop que Lil Nas X faz. E, se fosse uma decisão minha, apostaria nessa como próximo single.

Life After Salem” parece o grito das masoquistas. Confesso que me senti representada até demais. hahahahahahahahah! Mas um dos pontos altos do álbum é “Am I Dreaming” que tem participação de Miley Cyrus. Eu ainda estou me tremendo por inteiro porque essa foi a forma mais incrível de fechar uma sequência de músicas tão boas e de mostrar tanta versatilidade desde a construção das letras até as mudanças propositais de abordagens.

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O que posso dizer do álbum como um todos? Hmmm… Tivemos muitos momentos altos e eles instigam tanto que você sente que precisa ouvir Montero do início ao fim. Com várias músicas dançantes e com uma proposta visual (VEJAM OS VÍDEOS NO YOUTUBE) super colorida e bem potente, conseguimos mergulhar no conceito do álbum e aplaudir Lil Nas X por esse trabalho DELICIOSO!

E se você chegou aqui e quer nota, esse álbum está ótimo, mas tem algumas questões de músicas aqui e ali, como a mudança de ordem ou os cortes de expectativas (que ainda estão me matando) com a participação de Elton John. Ainda assim, estamos com uma ótima pontuação para um primeiro lançamento!!! Nota 9,0 no Zé BItchfork.

E é isso aí!!! Quem gostou, bate palmas! Quem não gostou, bate palmas também porque eu demorei muito fazendo isso. Eu hein!?

E não esqueçam de ouvir o Bisão Voador e nos acompanhar nas redes sociais. Beijinho, beijinho, tchau, tchau!

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Já dançou com o capiroto hoje?

Oieee! Eu sou o Zé e venho admitir por meio deste post que, talvez (e somente talvez) já esteja chato me acompanhar por aqui, principalmente fazendo críticas de álbuns de cantores ou bandas que acompanho.

Hoje decidi ouvir o novo álbum de Demi Lovato: Dancing with the Devil… The Art of Starting Over. Sei que está meio tarde, mas entre doutorado, podcast e vida de escritor, quase não tenho mais tempo de fazer análises profundas de algo, maaaaaaaas…. gostaria de garantir que é a primeira vez que ouço o álbum. Então estamos fazendo uma espécie de react escrito. hahahahahaha. Segue aqui esse bissexual pitchfork (que eu amo chamar de BItchfork)!

Capa do álbum “Dancing with the Devil… The Art of Starting Over”

Mas, antes mesmo de começar com a minha análise, já quero lembrar que esse álbum é o famoso comeback de Demi Lovato que ficou em hiato por quatro anos devido à overdose. Além disso, Demi já vinha produzindo coisas mais íntimas (como Sober e Anyone) em suas canções e todas essas questões certamente influenciaram num maior cuidado com este álbum que tem 19 -fucking- faixas que narram a overdose, a recuperação e as relações que construiu com os anos. Então, sem mais delongas, vamos lá!

Anyone é a primeira faixa do álbum. Embora seja uma canção já conhecida, ela reflete um sentimento poderosíssimo de Demi Lovato: um grito de socorro. Anyone é coberta por uma melancolia fortíssima e é apresentada numa balada envolvente.

A segunda faixa vem com a primeira carga do título do álbum. Dancing With The Devil é o maior ponto alto do álbum por carregar toda a identidade de Demi nos seus vocais (e referências de uma sempre fã de Christina Aguilera). Dancing with the devil fala da overdose, da luta contra o vício e sobre quase morrer. É um relato que usa a potência da voz e um piano que nos traz uma carga emocional enorme.

Esse primeiro trecho de relatos sobre um momento específico da vida de Demi é encerrado por ICU (Madison’s Lullabye), uma balada que é finalizada com uma fala de Madison (irmã de Demi). Essa canção faz referência à recuperação de Demi a partir do dia que ela acordou da overdose e não conseguia enxergar a irmã. A sequência das faixas ajudam a entender os fatos ocorridos na linha do tempo e como Demi lidou com o processo, assim como apresenta uma artista que elevou o nível das composições.

Demi Lovato Grammys 2020 "Anyone" performance, GIF | Demi lovato, Lovato,  Demi

A faixa Intro traz um rápido resumo da primeira parte para criar uma transição incrível (alô Lady Gaga) entre “Dancing With The Devil” e “The Art Of Starting Over” que apresenta uma virada sonora, fresca e renovada. E é por isso que separamos o álbum em uma segunda parte porque foi ela quem pediu! Hahahahahahahaha

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Então, vamos à quinta faixa deste álbum!!! The Art of Starting Over chega com uma das melhores produções, com teclado e bateria marcantes, percebemos uma referência muito boa de R&B. O clima dessa música é muito agradável e a letra fala sobre deixar a escuridão sair e diz aquele famoso “levanta a cabeça, princesa, senão a coroa cai” como uma forma de ter força para recomeçar.

Na sequência temos Lonely People que continua uma linha de músicas poderosas. Daquelas que ouvimos trancados no quarto ou no retorno pra casa com a cabeça encostada na janela do ônibus enquanto chove.

The Way You Don’t Look at Me fala sobre fragilidade, amor próprio (autoestima) e como estar com alguém que não te vê traz uma roleta de pensamentos negativos em relação a si.

Melon Cake é sobre se libertar. Aqui, especificamente, da antiga equipe dela que mandava um bolo diet/light/lowcarb/fit/e-um-monte-de-gordofobias ao invés de um bolo de verdade (não que os outros não sejam, mas não é isso que alguém come normalmente) nos aniversários dela.

Nessa aqui eu talvez tenha enlouquecido por juntar duas artitas que amo demais!!! Met Him Last Night tem participação de Ariana Grande. E aí, mis amores, vocês vão ter que concordar comigo, que, além de faixas com ótimas transições nos álbuns de vários artistas, os sintetizadores estão sendo utilizados com uma frequência absurda para trazer um som e atmosfera bem retrô. Pra mim, um dos maiores acertos do álbum tanto em parceria, quanto em harmonia.

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What Other People Say é de autoria de Sam Fischer (que, lógico, faz participação no álbum) e já estava pronta há bastante tempo. Inclusive o próprio Sam tinha dito que sempre soube que essa canção estava destinada a um dueto e foi quando Demi cruzou com Sam que aconteceu o interesse por gravar essa música. O prólogo já vem com a frase “Pensei que, quando crescesse, seria igual àqueles que me deram meu sobrenome” que vem carregada de reflexões sobre as nossas escolhas e sobre ser moldado por outras pessoas, encaixando perfeitamente na identidade do álbum.

É em Carefully que percebemos a aposta de Demi no indie-pop, mas não é só aqui, já que The Kind of Lover I Am também tem as mesmas características, com bateria bem marcada e a guitarra de fundo, tirando a tensão do álbum e se apresentando como as faixas mais leves. The Kind of Lover I Am também fala da sexualidade de Demi.

Como esse álbum é bem grande, temos várias participações. Em Easy, Noah Cyrus chega junto com Demi em uma balada poética. Com direito a vozes realçadas com piano, tambores e orquestra, a música pode ser considerada uma das melhores baladas da carreira da Demi.

Em 15 Minutes Demi fala sobre o término com o ex-noivo, marcando as decepções vividas com vocais fortes e uma belíssima entrega.

Demi Lovato explica por que não gosta de ser rotulada como bipolar

My Girlfriends are My Boyfriend é mais uma canção em colaboração. Aqui temos a participação da rapper Saweetie. Mesmo sendo uma faixa com uma batida R&B bem contemporânea, ela é bastante melancólica e fala sobre a importância da companhia das amigas, principalmente depois de um término com toda a carga de coração despedaçado.

California Sober fala sobre o caminho que Demi decidiu traçar e reforça que cada pessoa e jornada é totalmente diferente da outra.

Mad World é uma música icônica da banda Tears for Fears. Milhares de artistas já regravaram, mas com Demi temos uma produção mais teatral e melancólica. Isso faz com que a canção pareça se conectar com todo conceito do álbum.

Butterfly é o prenúncio do fim do álbum. Uma balada de violão super animada que antecede Good Place formando aquele final perfeito com notas suaves e leves. Good Place também nos dá a impressão de que temos um belo resumo de tudo o que foi abordado.

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E se você chegou aqui e quer nota, esse álbum está ótimo, mas tem algumas questões de músicas aqui e ali que poderiam ser descartadas e reaproveitadas em outro momento. Ainda assim, estamos com uma ótima pontuação!!! Nota 8,6 no Zé BItchfork.

E é isso aí!!! Quem gostou, bate palmas! Quem não gostou, bate palmas também porque eu demorei muito fazendo isso. Eu hein!?

E não esqueçam de ouvir o Bisão Voador e nos acompanhar nas redes sociais. Beijinho, beijinho, tchau, tchau!

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A verdade está muito amarga!

Oi! Eu sou o Zé e hoje eu estou agridoce, pois ume gótique feliz neste momento!

Pra quem já ouviu o novo episódio do Bisão: um beijo e um queijo. Pra quem dormiu no tempo: hoje eu tô aqui pra falar de coisa NOVA! Tô até arrepiado escrevendo o texto aqui, mas, FELIZMENTE, o hiato da banda Evanescence acabou e depois de 4 anos, hoje saiu (oficialmente) o álbum “The Bitter Truth” com doze faixas que vou tentar descrever de uma forma um tanto suspeita, mas com o amor todinho que eu tenho por essa banda que salvou o fim da minha adolescência.

O álbum começa com a música “Artifact/The turn“. Como já proposto no título, a música tem dois momentos. “Artifact” fala da sensação de ter alguém sempre por perto, de ver essa pessoa em qualquer lugar (e isso não necessariamente é bom). Já “The turn” aposta mais no eletrônico e sintetizadores, enquanto fala de um ponto de partida, de mudança ou de retorno ao que já se foi um dia. É um prólogo que casa muito bem com a identidade do álbum.

E já que todos bebemos de fontes deliciosas, a transição da primeira faixa para “Broken Pieces Shine” é de babar de amores e felicidade sonora (Obrigado, Green Day! Obrigado, Lady Gaga). E estamos falando de Evanescence, além do quê, o título da música sugere dor, trevas, aquela deprê de término, mas aquela certeza de que isso faz parte da vida. E como mamãe Amy Lee diz: Deixe todos os pedaços quebrados brilharem!

E então chegamos na música que promete ser uma das mais chicletes do álbum inteiro: “The Game is Over“. Será que eu preciso dizer que é uma versão melhorada de “Call me when you’re sober”?! Não, não preciso. Até porque a entrega é outra. Essa música tem níveis muito interessantes e a bateria é a mais agradável de todos os tempos. Certamente tá no meu top 3 só pelo fato de… ah! Ouçam! Eu não poderia dizer outra coisa além de QUE FALSETE GOSTOSO.

E então chegamos nela… na mais polêmica das músicas: “Yeah Right“. Tive que ouvir cinco vezes seguidas pra me acostumar e COMEÇAR gostar dela. Sim, sempre tem aquela difícil que depois pode virar um xodó (plot twist, tem uma que nem deveria existir). Rolou uma aposta numa pegada diferente que dá um foco absurdo no baixo. EU AMEI OUVIR O BAIXO DE FORMA PRIVILEGIADA. E, mais uma vez a bateria IMPECÁVEL. “Yeah Right” fala sobre pactos e se quiser saber o porquê, VAI OUVIR E ME DIZER QUE EU TÔ DOIDE!

Com “Feeding the Dark” dando continuidade, a gente consegue perceber que a banda tem uma identidade quase imutável. Em todo álbum temos algo mais denso e sombrio. E é assim, bebê: Você sabe que não pode mentir porque eu sei todos os seus segredos. Mais uma que entrou no meu top 3 facinho.

E começou meu atual xodó: “Wasted on You“. E aqui está a canção que te faz virar a cadelinha daquele crush que mal te corresponde. Daquele rolê platônico que todo dia te mata aos poucos porque tudo o que você queria era aquela boquinha na sua. Nela, temos aquela declaração que é mais um término e um pedido de DR ao mesmo tempo. E, finalmente temos a primeira citação do título do álbum: Parece que estamos congelados no tempo, estou embriagada de você. Só me dê a verdade amarga. À propósito: TEM QUE TER GOGÓ!

Enfim, “Better Without You” e eu só tenho uma coisa a dizer: SORORIDADE! Essa música me surpreendeu muito, Tanto em letra, quanto nos arranjos. Aliás, a melhor ponte do álbum inteiro. Não deixa nada a desejar. Principalmente com as viradas perfeitas da bateria. Dá um quentinho no coração *-*

O que falar de “Use my Voice“? Sério. Eu realmente ainda não sei dar comentários muito profundos sobre ela além de “perfeita e sem defeitos”. O refrão me faz querer ser uma pessoa melhor e mais corajosa. É nesse nível de deliciosidade. Segue: Afogue toda a verdade em um oceano de mentiras, me rotule de vadia porque me atrevo a traçar meu próprio limite. Queime todas as pontes e construa um muro no meu caminho, mas eu vou usar minha voz. Sentiu!?

E chegamos na música que nem deveria estar nesse álbum, mas nada é perfeito… “Take Cover” vem com uma pegada diferente da sequência crescente e parece quebrar a consistência do álbum. Ela não é uma música esquecível, só foi colocada em um lugar diferente e fica agradável a partir da segunda parte. Complica a ambientação de quem estava ouvindo outro álbum.

Far from Heaven” é uma primasia. Com vocais e piano impecáveis, ela fala daquele momento que estamos perdidos no escuro dos nossos pensamentos, da nossa própria alma. Daqueles instantes em que nos afastamos de quem nos quer bem e geralmente traz aquela luz de apoio num candeeiro do amor. E é mais uma em que Amy Lee come meu ** com as habilidades vocais. GZUS!

Part of Me” (alô Katy Perry) já chega com aquela premissa de que o álbum tá chegando ao fim. Ela fala de sobreviver apesar de tudo e traz mais uma vez um trabalho de bateria DELICIOSO. Sério. Pensei umas 300x em mandar a real pra Will Hunt e pedir esse neném em casamento. hahahahahahahahaha

E como tudo tem fim (E QUE FIM!), “Blind Belief” fecha com chave de ouro sintetizando tudo o que rolou desde o início até aqui. E, por mais que não pareça, a música fala de deixar de ser bobinho e entender que estamos construindo o futuro, apesar do medo de perceber que os nossos pais que estavam errados.

E se você chegou aqui e quer uma nota… Esta pessoa que vos escreve diria que, certamente, este álbum é perfeito, mas recebe um 8,5 pelas críticas à Yeah Right e Fake Cover. Se aconselho a ouvir??? É CLARO! Vamos todes sentir o calorzinho dessa dor de fim e recomeço.

E não deixem de nos acompanhar lá no Bisão Voador ou nas nossas contas pessoais pra saber o que estamos produzindo ou pra conversar bobagens (por favor porque eu milito quase todo dia, tô cansado). E é nessa que eu vou!!! Beijinho, beijinho. Tchau, tchau!

Personagens bissexuais e a minha personalidade em jogo

Oi! Eu sou o Zé!!! E hoje quero levar vocês numa viagem dentro do meu mundo.

Entre muitas imersões, passei boa parte da minha infância e adolescência lendo quadrinhos e mangás. Muitas vezes me senti abraçado por algumas personagens e não entendia o porquê ~a parte difícil de ser uma criança BIada~, mesmo sentindo aquela ligação profunda por certas coisas ou traços e trejeitos que mexiam comigo de forma positiva.

Então, vamos falar dessa galerinha que me animou e deu muito calorzinho no coração!

Mística

A mutante transmorfa, com mais de 200 anos de idade. Fez sua primeira aparição nas edições #16-17 de Ms. Marvel, no ano de 1978. Foi criada por Chris Claremont e Dave Cockrum.

Mística tem aquele perfil de vilã e não tem nada daquelas mães de comercial de margarina, Noturno e Vampira que lutem! Esse mulherão teve inúmeros casamentos com diversos homens (lembrem que ela tem mais de 200 anos), mas o amor declarado dela sempre foi Irene Adler (Sina), que é integrante original da Irmandade de Mutantes.

A pergunta é: como não sentir essa aproximação louca por alguém que viveu tanta coisa e ainda carrega as melhores histórias e arcos de X-Men!?

Mulher Maravilha

Diana já recebeu várias origens, mas a maioria delas respeita a sua criação em Themyscira, a Ilha Paraíso, como filha de Hipólita. Mas, para citar algumas origens, ela já foi filha de Hades e já foi uma estátua de barro criada pelos deuses. Nossa querida Mulher Maravilha foi criada em 1941, por William Moulton Marston e Harry G. Peter.

O nascimento e protagonismo de Diana em histórias da DC Comics passa por curiosidades como a participação da esposa de Moulton o aconselhando a criar uma personagem feminina e o fetiche do próprio Moulton pelo bondage ~por isso que Diana tem um laço e sempre é amarrada por seus inimigos~.

Demorou muito tempo, mas Diana saiu do armário! Afinal, viver numa ilha onde só amazonas são permitidas significa muita coisa. Um dos momentos que eu acho mais divertido é em Bombshells, quando Mera contra para Steve que foi o primeiro beijo de Diana.

E como é que eu não vou me apaixonar por uma PRINCESA e DEUSA (muitas vezes) bissexual e maravilhosa como Diana Prince?

John Constantine

Mais conhecido como meu marido, John Constantine foi criado em 1984 por Alan Moore, Stephen Bissette e John Totleben e foi inicialmente um personagem secundário nas histórias do Monstro do Pântano (que eu amo com força também). Ele é um neném sarcástico e golpista, mas muitas vezes é retratado como anti-herói. Em 1988 ganhou a própria série em quadrinhos.

Constantine deveria ser o maior mago da história da DC, mas por causa de problemas de relacionamentos ele é desestabilizado. O mundo dele é ligado ao sobrenatural e é por isso que os principais vilões são demônios, anjos e outros seres ocultos.

Ele fala abertamente de seus relacionamentos afetivos com homens e mulheres nos quadrinhos de Hellblazer, mas como ele também poderia ser encaixado como pansexual, já que não há limites para suas relações ~nem demônios escampam~.

Harley e Ivy

Aqui no Brasil, conhecidas como Arlequina e Hera Venenosa, as duas personagens são anti-heroínas do universo DC Comics.

Arlequina foi criada por Paul Dini, que se inspirou numa personagem da novela que num dos episódios usou um uniforme de bobo bem parecido com o que ela veste nas primeiras histórias em que aparece nos quadrinhos de Batman em 1993. Harleen Quinzel foi uma psiquiatra que se tornou obcecada por Coringa até que se transformou na Arlequina. Além de Coringa, ela já teve relacionamentos amorosos com Pistoleiro, Shazam, Bianca Steeplechase e Hera Venenosa. Batman, Poderosa e Mulher Maravilha são alguns de seus amores platônicos.

Já a Dr. Pamela Isley (essa sim tem doutorado) ou Hera Venenosa, tem sua primeira aparição em 1966, sendo criada por Robert Kanigher na edição #181 de Batman. Já foi um interesse amoroso de Batman e, literalmente, foi seu veneno e sua cura.

O importante de lembrar é que ambas as personagens vieram de relacionamentos abusivos e muita coisa acontece até as duas se tornarem amigas e desenvolverem algo mais complexo.

David Alleyene – Prodígio

Aqui vamos para meu novo neném! Conheci Prodígio há pouco tempo quando fui ler “Novos Mutantes”. Esse bebezão foi criado por Nunzio DeFilippis e Christina Weir. A base de seus poderes é absorver/mimetizar conhecimentos. Então ele acumula desde pontos fracos de seus inimigos até conhecimentos em artes marciais.

Ele fala abertamente sobre sua sexualidade e esse charme da inteligência libera todo o meu lado sapiossexual adormecido!

 

Espero que vocês tenham curtido essa tag criada como muito amor! Logo logo tem mais e não se esqueçam: o Bisão Voador pode ser encontrado em todas as plataformas digitais de streaming. Ouçam e compartilhem os nossos conteúdos nas redes sociais.

Nos vemos por aí!

Beijinho, beijinho. Tchau Tchau!